Aurora

o Abominável // ao vivo
‍ ‍ 2026

Quando nasce um dia, sem alegria
Em dissabores, nascem flores,
nascem cotovias, sem suas crias
ouvem seus terrores, como tambores
Tocam lá distantes, e dissonantes

Quando parte a idade, de uma cidade,
em avenidas, tantas saídas
Tantas histórias, nascem imóveis,
lembram-se memórias, de uma canção
cantam-se auroras, desejando verão

Quando chega a hora, de ir embora,
em pés cansados, passos trocados
contam em segredo, cantos do medo
Partem fantasias, e suas crias,
voam sobre a dor, desejando uma cor

Quando amanhecer, o sol nascer
em alvoradas, as madrugadas
de luz caídas, desaparecidas
Ai! Como se ontem, o amanhã
Ai! Como quem hoje, jamais será

Quando lá de perto, este deserto,
em infinitos, de longos gritos,
ecos perdidos, dois foragidos
Entoam ressoares, de outros cantares,
cantam separados, dois namorados