entre

paredes

o Abominável // ao vivo
‍ ‍ 2026

E ouve-me capaz,
não me faças mentir
Às meias, meu rapaz
Ouvem-se sem te ouvir

Revolvem e envolvem,
dobram e lamacentam
Se a culpa for da culpa,
da culpa se alimentam

E atiram-te ao mar,
sem barco nem maré
Parado sem nadar,
o é, e o não é

E pedem-te a seguir,
deitado num lamento
O inicio e o fim,
da culpa que alimentam

E não interessa mais,
não te faças mentir

Se nos espera o ego,
que nos saiba florir

Não te faças chorar
Não te faças sorrir
Os dois vamos bailar,
mas estamos a fugir

E não interessa mais
se viver a cair
Quem pudesse amparar,
em queda o sentir

Não te faças dizer
Não te faças sentir
Louco o que não disser
Louco o que não sorrir

Fica então por viver,
quem sabe ao partir
Que estamos a correr,
sem razão para fugir